Treinamento in company por dentro: o que acontece antes, durante e depois

Curso aberto ensina o tema. Treinamento in company trabalha o problema da sua empresa, com as pessoas dela na sala. A diferença aparece na preparação.

Por Mariano de Deus ·

Treinamento in company e curso aberto costumam ser comparados por preço e carga horária, que é justamente onde eles se parecem. A diferença real está em outro lugar: no que acontece antes de alguém entrar na sala.

Antes: a parte que ninguém vê

Em curso aberto, o conteúdo já existe e o participante se encaixa nele. Em treinamento in company, o conteúdo é montado depois de saber o que está acontecendo naquela empresa. O que eu peço antes de qualquer encontro:

  • O que está acontecendo com esse time agora, na descrição de quem convive com ele.
  • O que já foi tentado antes e por que não se sustentou.
  • O que a empresa espera que esteja diferente daqui a três meses.
  • Quem estará na sala: cargo, tempo de casa e quem lidera quem.

Esse último item muda tudo. Chefe e liderado na mesma sala pedem um desenho; grupo só de pares pede outro. Ignorar isso produz silêncio educado e um dia perdido.

Durante: casos reais, não apostila

Com essas informações, os exemplos usados são os problemas daquela empresa. A pessoa pratica o método na situação que ela vive, com quem convive com ela. É desconfortável no começo, e é exatamente por isso que funciona: o desconforto é o mesmo da vida real.

Também é aí que aparece o que nenhum diagnóstico prévio captura, porque informação sensível não chega por e-mail. Ela aparece quando o grupo já confia no ambiente da sala.

Depois: o que separa o que muda do que evapora

Ao fim do encontro, cada líder sai com uma situação concreta para conduzir de outro jeito, com prazo. Sem isso, a energia do dia se dissolve na primeira semana de rotina. Quando existe acompanhamento, essas situações voltam para a mesa e viram o material do encontro seguinte.

O que costuma ser combinado no contrato

Três pontos evitam mal-entendido depois. O primeiro é o número de participantes por turma: acima de um certo tamanho, a prática com casos reais deixa de caber e o encontro vira palestra. O segundo é o que a empresa fornece, que costuma ser sala, projeção e a agenda das pessoas liberada de verdade. O terceiro é o que acontece com quem falta, porque grupo desfalcado no segundo encontro quebra a continuidade de quem ficou.

Quando o curso aberto é a escolha certa

Não é sempre in company. Para uma ou duas pessoas, curso aberto sai mais barato e ainda coloca a pessoa em contato com outras realidades. In company passa a valer quando o grupo tem tamanho, quando o problema é daquela empresa e quando o objetivo é mudar como o time trabalha junto, e não formar um indivíduo.

Se você está nessa dúvida, ela costuma ser resolvida em uma conversa curta sobre o time e o momento, antes de qualquer proposta.

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